Unboxing e Review

Unboxing e review na web são duas práticas relacionadas ao modo de apresentar a mercadoria para outrem. O unboxing se trata da apresentação de produtos ainda dentro da embalagem original e sem pretensão publicitária. O review é a apresentação do produto com a análise crítica do apresentador, geralmente um especialista na área.

Atualmente, os dois tipos de apresentação são práticas muito comuns no YouTube. Vários YouTubers, blogueiros (as) e pessoas em geral produzem esses tipos de apresentações, as quais são vistas por milhares de outras pessoas e os conteúdos, geralmente, são de produtos eletrônicos.

Acessos: https://pt.wikipedia.org/wiki/Unboxing; https://www.google.com.br/trends/?hl=pt-PT

Jenkins: a cultura da participação, por Luciano Yoshio Matsuzaki.

O artigo escrito por Luciano Yoshio resume os principais conceitos e explicações do livro A Cultura da Convergência de Henry Jenkins.

“O trabalho do autor Henry Jenkins em Convergence Culture (2006) está enraizado em
três conceitos-chave: convergência de mídia, cultura participativa e inteligência coletiva.”

Por convergência reiro-me ao luxo de conteúdos através de múltiplas plataformas de mídia, à cooperação entre múltiplas indústrias midiáticas e o comportamento migratório dos públicos dos meios de comunicação, que vão quase a qualquer parte em busca das experiências de entretenimento que desejam ( Jenkins, 2006:2).

“O autor enfatiza que a convergência não é apenas um fenômeno tecnológico, uma
mudança estrutural entre plataformas, computadores e dispositivos móveis, mas sim um fenômeno social e cultural.”

“Ele acredita que a convergência ocorre quando as interações entre consumidores constroem suas próprias histórias por meio dos fragmentos de informação oriundos dos luxos midiáticos que estão expostos, dentro do seu próprio cotidiano.”

A convergência de mídias é mais do que simplesmente uma mudança tecnológica. A convergência altera as relações entre as tecnologias existentes, indústrias, mercados, gêneros e audiências. A convergência altera a lógica pela qual as indústrias de mídia operam e pela qual os consumidores processam a notícia e o entretenimento. (Jenkins, 2006:16).

Wikinomics

A Goldcorp, inspirada no modelo de colaboração do Linux, disponibiliza seus estudos científicos sobre a localização do ouro para pessoas que quiserem ajudar a encontrar reservas deste metal em troca de pecúnia.

“Agora, com grande desapontamento, os titãs da era industrial estão aprendendo que a verdadeira revolução está apenas começando. Só que, desta vez, os concorrentes não são mais as indústrias arqui-rivais, mas a
massa hiperconectada e amorfa de indivíduos auto-organizados que está segurando com força as suas necessidades econômicas em uma mão e os seus destinos econômicos na outra.”

“A nova promessa da colaboração é que, com o peering, exploraremos a capacidade, a engenhosidade e a inteligência humana com mais eficiência e eficácia do que qualquer outra coisa que já presenciamos.”

“Parece uma tarefa muito difícil, mas o conhecimento, a competência e os recursos coletivos reunidos em amplas redes horizontais de participantes podem ser mobilizados para realizar muito mais do que uma única empresa agindo sozinha seria capaz. Seja no projeto de um avião, na montagem de uma motocicleta ou na análise do genoma humano, a capacidade de integrar os talentos de indivíduos e órganizações distantes está se tornando a conpetência crucial para gerentes e empresas. E nos próximos anos, esse novo modo de peering substituirá as hierarquias empresariais tradicionis como o mecanismo essencial para a criação de riqueza na economia.”

“Ao longo da maior parte da história humana, várias formas de hierarquia serviram como motor primários para a criação de riqueza e forneceram um modelo para instituições tais como a Igreja, as Forças Armadas e o Governo. O modelo hierárquico de organização tem sido tão difuso e duradouro que a maioria das pessoas supõe que não há alternativas viáveis. Seja sob a forma dos impérios escravagistas da Grécia, de Roma, da China e das Américas; dos reinos feudais que mais tarde cobriram o planeta; ou da empresa capitalista, as hierarquias organizaram as pessoas cm camadas de superiores e subordinados para satisfazer os objetivos tanto públicos quanto privados. Até mesmo a literatura sobre gestão hoje que defende a emancipação, as equipes e técnicas de gestão iluminada têm como premissa básica o modus operandi de comando inerente à empresa moderna. Apesar de ser improvável que as hierarquias desapareçam num futuro próximo, está surgindo uma nova forma de organização horizontal, que rivaliza com a empresa hierárquica no que diz respeito à sua capacidade de criar produtos e serviços baseados cm informações e, em alguns casos, bens físicos. Corno já foi mencio11ado, essa nova forma de organização é conhecida como peering.”

O filtro invisível: O que a internet está escondendo de você.

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Eli Pariser

 

“Se você não está pagando por alguma coisa, você não é o cliente; você é o produto à venda.”(ANDREW LEWIS)

 

“…um problema no qual milhões de pessoas pensavam todos os dias: ao que assistir na TV.”

“A solução para a sobrecarga de informações da era digital era a utilização de editores inteligentes, personalizados, embutidos.”

“As empresas perceberam que o colapso da atenção se aproximava, pois as opções de informação disponíveis para cada pessoa cresciam exponencialmente. Quem quisesse lucrar teria de conseguir prender a atenção das pessoas.”

“Os novos produtos inteligentes fracassaram rotundamente”

“Quem interagia com os agentes inteligentes em meados dos anos 1990 logo percebia o problema: os sistemas não eram assim tão inteligentes.”

“Sob a superfície de todos os sites que visitamos, existem agentes inteligentes pessoais. Eles se tornam mais inteligentes e potentes a cada dia que passa, acumulando informações sobre quem somos e sobre os nossos interesses.”

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“Jeff Bezos, presidente da Amazon.com, foi uma das primeiras pessoas a perceber que seria possível utilizar o poder da relevância para ganhar alguns bilhões de dólares.”

“Berkeley. A área se chamava “cibernética” – uma palavra retirada dos escritos de Platão, que a criou para denotar um sistema autorregulado, como uma democracia. Para os primeiros estudiosos da cibernética, não havia nada mais emocionante do que construir sistemas capazes de se autoajustar, com base na retroalimentação.”

“Na Amazon, a busca de mais dados sobre o usuário é interminável: quando você lê um livro em seu Kindle, os dados sobre as frases que realçou, as páginas que virou e se começou a leitura do início ou preferiu antes folhear o livro são todos enviados de volta aos servidores da Amazon, sendo então usados para indicar quais livros você talvez leia a seguir.”

“Brin e Page não estavam interessados apenas em saber quais páginas tinham links para quais outras. A posição de um link na página, seu tamanho, a idade da página – todos esses fatores eram importantes. Depois de alguns anos, o Google passou a chamar essas pistas incluídas nos dados de indicadores [signals].”

“…sugeria que o segundo resultado era mais importante para o usuário do que o primeiro. Isso foi chamado indicador de clique.”

“O desafio era obter dados suficientes para desvendar o que era individualmente relevante para cada usuário. É bastante difícil entender o que uma pessoa quer dizer com uma dada palavra – e, para que o processo seja eficaz, é preciso conhecer o comportamento da pessoa ao longo de um período prolongado.”

“Em novembro de 2008, o Google já detinha várias patentes para algoritmos de personalização – códigos capazes de desvendar os grupos aos quais uma pessoa pertence e então adaptar os resultados da pesquisa para que se adequem à preferência do grupo. As categorias que o Google tinha em mente eram bastante específicas: na patente, o Google usou o exemplo de “todas as pessoas interessadas em colecionar dentes de tubarões ancestrais” e “todas as pessoas não interessadas em colecionar dentes de tubarões ancestrais”. As pessoas da primeira categoria que pesquisassem, por exemplo, “incisivos de tubarão-branco” obteriam resultados diferentes das pessoas na segunda categoria.”

“Os algoritmos do Google não tinham igual; a dificuldade estava em convencer os usuários a revelar seus gostos e interesses. Em fevereiro de 2004, trabalhando em seu quarto no alojamento de estudantes em Harvard, Mark Zuckerberg encontrou uma estratégia mais fácil. Em vez de examinar os indicadores de cliques para adivinhar o gosto das pessoas, o plano por trás de sua criação, o Facebook, era simplesmente perguntar a elas.”

“A matemática é complicada, mas a ideia básica é bastante simples, baseando-se em três fatores. O primeiro é a afinidade: quanto mais próxima a nossa amizade com alguém – o que é determinado pelo tempo que passamos interagindo com a pessoa e investigando seu perfil –, maior será a probabilidade de que o Facebook nos mostre suas atualizações. O segundo é o peso relativo de cada tipo de conteúdo: atualizações sobre relacionamentos, por exemplo, têm peso grande; todos gostam de saber quem está namorando quem (muitos observadores suspeitam que esse peso também seja personalizado: pessoas diferentes dão mais ou menos importância a cada tipo de conteúdo). O terceiro é o tempo: itens mais recentes têm mais peso do que postagens mais antigas.”

“O objetivo do Facebook Everywhere era simples: fazer com que toda a rede se tornasse “social”, levando a personalização no estilo Facebook a milhões de sites não personalizados.”

“A questão é que a base dos dois negócios é essencialmente a mesma: publicidade direcionada, altamente relevante.”

“O aprisionamento é o ponto no qual os usuários estão tão envolvidos com a tecnologia que, mesmo que um concorrente ofereça um serviço melhor, não vale a pena mudar..”

“Os defensores dessa prática a chamam de “redirecionamento comportamental”. Os comerciantes observaram que 98% dos visitantes de sites de compras on-line deixam o site sem comprar nada.”

“Tudo isso significa que nosso comportamento se transformou numa mercadoria, um pedaço pequenino de um mercado que serve como plataforma para a personalização de toda a internet.”